Ao que tudo indica, EXO fará seu comeback na segunda metade de 2018. Para falar a verdade, nós ainda não temos muitas certezas: não sabemos datas, programações ou conceitos; só o que sabemos é que será espetacular e que vamos aproveitar cada segundo, desde os teasers até as premiações, no ano que vem. Mas, enquanto esse comeback não chega, que tal lembrar um pouco dos outros comebacks e das teorias que o fandom criou e que invariavelmente deram errado?

Todo mundo que é EXO-L sabe que época de comeback do EXO é temporada de teorias mirabolantes. A cada volta, o fandom coloca seu chapeuzinho de Sherlock Holmes e junta as peças dos possíveis spoilers, a maioria deles cortesia do Tom Holland do EXO, Oh Sehun. Não que o fandom tenha acertado em algum momento, mas ainda assim é um dos rituais de espera pelos novos lançamentos.

E isso não é de agora. Vamos voltar para a Era Mama. Naquela época, debut, todo mundo novinho, sem grandes expectativas, o mundo conheceu o EXO com 12 membros. Metade deles compunha o EXO-K, que se apresentava em coreano e metade, o EXO-M, que se apresentava em mandarim. Eram as mesmas músicas, cantadas em dois idiomas. E, juntos, eles eram o EXO. Mas, se o papo hoje é sobre comeback, por que estamos falando disso? Bom, primeiro porque todo mundo que chega de paraquedas no EXOPLANET fica perdido com essa história e segundo porque foi nessa época que o fandom foi apresentado aos poderes do EXO.

Sim, como os meninos aparentemente vêm de um planeta fora do Sistema Solar, cada um deles domina um poder diferente. E isso é importante porque, entra ano, sai ano, essa história de poderes aparece de novo, nos clipes, nos spoilers e nas teorias frustradas.

 

Logo em seguida à Era Mama, vieram as Eras Wolf, Growl e Overdose. Nesse meio do caminho, foi aventado de tudo um pouco. Para Overdose, por exemplo, a aposta geral era um comeback com tema de Fantasma da Ópera. Não foi. Foi um labirinto.

Mas, se você acha que o fandom se desanimou de tentar juntar tudo com um único fio condutor narrativo, você está bem errado! EXO-L de verdade não desiste nunca de achar um sentido para tudo que está vendo, mesmo quando a gente enfrentou a loucura da saída do Kris e do Luhan. Naquela época ninguém sabia direito o que aconteceria com o próximo álbum, que seria o primeiro full com 10 membros e não mais 12.

Foi aí que a SM decidiu atiçar a nossa curiosidade, lançando uma conta no Twitter, nos introduzindo aos pathcodes. Foram lançados vídeos cinematográficos com cada um dos membros. Cada um dos vídeos mostrava um dos membros se reconectando aos seus poderes, de alguma forma. Lembra dos poderes? Pois é! Lá em 2015, quando isso aconteceu, as EXO-Ls literalmente perderam o sono, tentando adivinhar quais seriam os próximos vídeos e quais seriam as senhas cujas dicas a conta do Twitter lançava para poder acessar as fotos em HD.

Foi uma jogada de mestre. Não só o fandom ficou na beira das cadeiras e completamente enlouquecido, como ainda fez uma viagem ao redor do globo com os meninos. Cada teaser trazia uma cidade e a primeira letra de cada cidade formava as palavras Call me baby, título do comeback. Para quem estiver curioso, na ordem de lançamento dos teasers, tivemos D.O., no Colorado; Chanyeol, no Arizona, os dois nos Estados Unidos; Kai em Londres, na Inglaterra; Baekhyun em Lyon, na França; Suho em Marseille, também na França; Sehun em Edimburgo, na Escócia; Tao em Barcelona, na Espanha; Chen, em Almati, no Cazaquistão; Xiumin, em Berlim, na Alemanha e Lay, em Yunnan, China.

Fato é que depois de muitos dilemas, muitas noites mal dormidas, muitas suposições e teorias que envolviam sequestros, realidades paralelas, chamada às armas e poderes especiais para enfrentar as forças do mal, sobre as quais não sabíamos muita coisa além do nome (a tal da red force lá do Mama), o que veio foi um MV repleto de garagens, roupas caras, maquiagens inovadoras e carros espetaculares. Provavelmente, nós deveríamos ter aprendido a lição aqui. Mas, não foi dessa vez.

Entre o lançamento do segundo álbum, Exodus, onde está Call me baby e o repackage, a gente passou de novo pelas tribulações da saída de um membro, com a partida do Tao. E isso fez com que o fandom voltasse aos seus rascunhos, pensando em como a narrativa seria composta no próximo MV e no próximo conceito. Muita gente achou que iríamos visitar novamente o labirinto de Overdose ou que fôssemos finalmente entender para onde as histórias contadas nos pathcodes estavam nos levando. E foi então que veio o que? Love me right. Com o conceito time de futebol americano, fumaças coloridas, televisões de tubo com mal contato e garrafas de vidro quebradas.

A maioria de nós se perguntou se o MV seria uma espécie de sonho ou de alucinação do grupo. O fandom inteiro se fez um monte de perguntas, até porque, aqui, morria definitivamente a proposta de um EXO dividido entre K e M. Então, o que se imaginava era que seria uma época de revoluções. Mas as respostas para isso tudo não apareceram. Pelo menos não até alguns anos depois, mas a gente chega lá.

Antes disso, a gente precisa falar do ano de 2016, que foi bastante prolífico em termos de teorias e de análises para os EXO-Ls. Depois da loucura de Love me right, ninguém sabia muito bem o que esperar. Foi um ano de muitos trabalhos solos também e de poucas divulgações para o álbum novo, Exact. Mas, mesmo assim, foi também um ano com um comeback diferente, com duas músicas, Monster e Lucky one.

Dessa vez foram menos teorias antes do comeback e mais horas e horas dedicadas a tentar entender o que acontecia nesses dois MVs, que foram pensados sob o prisma da dualidade: bem e mal, claro e escuro. Foi um trabalho de escrutínio mesmo, de pausar MV quadro a quadro e de costurar desde a luz da câmera que aparece em Monster até o horário do relógio que tem um take só para ele. Isso porque a gente ainda nem falou de Lucky One. Se, em Monster, a discussão era saber quem era o traidor, quem estava do lado de quem e porque o Baekhyun puxou o piercing do lábio, em Lucky one, a questão era saber quem os tinha sequestrado e porque os poderes pareciam finalmente ter voltado. Menos o do Kai, o Kai preferiu dançar na cara do perigo, porque ele pode.

 

 

Monster e Lucky one foram sucessos indiscutíveis. Monster, aliás, foi uma das músicas mais premiadas daquele ano, com direito a discurso épico com dedo em riste por parte do Lay no MAMA no final do ano. Foram, efetivamente, apresentações icônicas. Não tanto o repackage, que veio com Lotto . Não que a música não tenha sido responsável, por exemplo, pelo desaparecimento de certo tipo de batom mencionado na letra, mas as promoções foram marcadas por uma lesão do Kai, que, para falar a verdade, só foi se apresentar com Lotto na leva das premiações do final do ano.

É meio complicado dizer como Lotto cabe na narrativa que as EXO-Ls estavam construindo a duras penas. Até porque ele é um MV que vem meio que afastado da lógica dos poderes. Aliás, os poderes e toda aquela história sobre a qual já falamos, meio que ficaram em segundo plano nessa época. Mas nada disso desencorajou o fandom de continuar tentando entender as dicas presentes e espalhadas por aí.

E tudo voltou a fazer sentido em 2017, com o último comeback do EXO. The War veio cercado de um monte de teorias malucas. O conceito de realeza e o nome Throne foram dados como praticamente certos. Já tinha gente quase que confirmando rumor de lista de músicas para compor o álbum e o fandom, de forma geral, já tinha comprado essa história, com direito a imaginar como seriam os looks, a batida pesada e grandiosa. Provavelmente já tinha gente esperando colaboração com alguma orquestra sinfônica.

Nem é preciso dizer que mais uma vez caímos do cavalo, né? Se tem uma coisa que EXO faz com maestria é surpreender a gente. Na verdade, eles são mestres em muita coisa, mas surpreender a gente é uma especialidade dos meninos. A música título do álbum foi Ko Ko Bop. Ela foi um sucesso de verão e trouxe um conceito completamente oposto ao que se esperava. Ao invés da orquestra sinfônica, o que veio foi uma espécie de reagge feat eletrônico feat uma série de imagens meio oníricas. Aguardamos uma cavalaria medieval e ganhamos um quadro do Salvador Dali. Mas valeu a pena. Essa era rendeu um monte de looks icônicos, com direito a mullets sendo reinventados, cabelos laranjas e camisas floridas em abundância. Fora que trouxe de volta a ideia dos poderes. Não só no MV, mas nas promoções. Depois de um tempo meio que afastados dessa história, EXO retomou sua origem interplanetária e abraçou o discurso.

Não só abraçou como fez disso uma marca registrada, principalmente com os eclipses e outros eventos astronômicos. Pensa em um fandom que quase perdeu os cabelos quando descobriu que todas as datas de lançamento do grupo coincidem com eclipses totais ou parciais, solares ou lunares! Pensa em um grupo que usa desses eclipses em teasers e em VCRs de shows e que deve estar rindo da gente não ter percebido isso tudo antes. Mais ainda, pensa em um grupo cujo conceito é tão complexo que, no repackage, se torna simples?

Mas, como assim? Bom, lembra de Love me right, que muita gente achou que era uma coisa meio sonho? Em 2017, quase dois anos depois que veio a resposta do que realmente estava acontecendo lá. Quando EXO lançou Power, a gente descobriu, em um MV metalinguístico que o conceito mais amplo do EXO é, nada mais, nada menos do que o de multiversos.

Pensa como isso é fantástico! Se existem várias realidades ao mesmo tempo, então Love me right pode acontecer mesmo que não faça sentido na luta contra as forças do mal, a tal da red force. EXO como OT12 ainda existe em alguma realidade. O mesmo vale para OT11, OT10 ou OT qualquer coisa. Além disso, qualquer conceito agora é possível. Se EXO quiser fazer um comeback com o conceito de pebolim, pode fazer, afinal, é só dizer que em algum universo eles são isso aí: jogadores de pebolim.

Não que isso impeça os EXO-Ls de continuar tentando desvendar as pistas – principalmente as do Sehun. Ao contrário! Enquanto esperamos o próximo comeback, criamos grupos de Whatsapp, posts no Facebook e passamos horas no Facetime com outros EXO-Ls tentando desvendar o que vem por aí. O fandom investe tempo e energia nisso, embora, provavelmente, vá dar tudo errado e daqui a uns meses nós estejamos falando de algo totalmente diferente. No fundo, nada disso importa, porque o que a gente quer mesmo é ver e ouvir cada vez mais EXO, em qualquer conceito que seja.

Cr. das imagens: http://exo.smtown.com/
Texto por: EXO UNION BRASIL